Padrões no estabelecimento de macroalgas em um canal artificial antes e após evento de drenagem

Patterns in establishment of macroalgae in an artificial channel before and after drainage event

Jannie Francianne Guimarães, Richard Wilander Lambrecht, Diego Alberto Tavares, Cristian Antonio Rojas, Cleto Kaveski Peres

Resumo


Distúrbios de seca ou alterações no fluxo em ambientes lóticos podem desestruturar as comunidades provocando espaços “vagos” e redirecionando as espécies na competição por espaço e recursos. O objetivo do presente trabalho foi investigar a dinâmica da comunidade de macroalgas, antes e após um evento de drenagem de um canal artificial. As amostragens foram realizadas em três segmentos ao longo do canal e em três etapas: 1) antes da drenagem (AD); 2) primeira amostragem depois da drenagem (DD1), realizada 54 dias após o reestabelecimento do fluxo no canal e; 3) segunda amostragem, após a drenagem (DD2), realizada após seis meses ter o canal seu fluxo contínuo normalizado. As macroalgas foram amostradas por meio de técnica da transeção e estimativa visual da abundância. No total, foram identificados 15 táxons, distribuídos entre as divisões Chlorophyta, Cyanophyta, Rhodophyta e Ochrophyta. Somente quatro táxons ocorreram nas três amostragens, demonstrando uma grande substituição de espécies. A partir da Análise de Correspondência (CA), foi possível evidenciar uma clara separação entre os pontos amostrados, antes e depois da drenagem, demostrando que a comunidade em AD, que se encontrava em longo período de estabilização, apresentou-se mais semelhante entre os diferentes segmentos. Neste caso, o canal como, um ambiente com condições ambientais mais estáveis, conduziu a uma maior homogeneidade da comunidade, enquanto o evento de drenagem propiciou a substituição de espécies. Após a drenagem, houve redução dos valores totais de riqueza e aumento no número de táxons de Cyanophyta. Espécies desse grupo possuem bainha mucilaginosa, atributo importante nos primeiros estágios de sucessão de ambientes lóticos. Na terceira amostragem, a divisão Chlorophyta voltou a ser mais abundante, com a ocorrência de espécies filamentosas com células maiores e sistema de ramificação, sugerindo estágios mais avançados da sucessão.

Abstract

Drought disturbances or changes in the flow of lotic environments can disrupt communities causing "empty" spaces and redirecting the species that will compete for space and resources. The objective of this work was to investigate the dynamics of macroalgal community before and after a drainage event in an artificial channel. Samples were taken at three points along the channel and at three steps: 1) before draining (AD); 2) first sampling after the drainage (DD1), conducted 54 days after the reestablishment of flow in the channel and; 3) second sampling after drainage (DD2), at six months after normalization of channel flow. Macroalgae were sampled by the transect technique and using visual estimation of abundance. In total, were identified 15 taxa, distributed among the divisions Chlorophyta, Cyanophyta, Rhodophyta and Ochrophyta. Only four taxa occurred in the three samplings, showing a high turnover of species. Based on the Correspondence Analysis (CA) it was possible to show a clear separation between the sample points before and after the drainage, demonstrating that the community in AD, which was in long stabilization, presented more similar among different segments. In this case, the channel as an environment with more stable environmental conditions led to a greater homogeneity of the community, while the drainage event promoted the replacement of species. After draining, there was a reduction of richness and highest number of taxa of Cyanophyta. Species of this group have mucilaginous sheath, an important feature in the early stages of succession of lotic environments. In the third sampling, the Chlorophyta division was again more abundant, with the occurrence of filamentous species with larger cells and branching system, suggesting the later stages of succession.


Palavras-chave


canal artificial, distúrbio de seca, sucessão, biodiversidade, Rio Paraná

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