Intencionalidade em Aristóteles? Uma confrontação inicial com a leitura brentaniana de De anima 424a18

Manuel Moreira da Silva

Resumo


Este trabalho investiga a natureza da intencionalidade e a natureza da não-intencionalidade. Partindo de certas observações de Muralt e de Lima Vaz, em contraste com a tese da intencionalidade, o trabalho discute em que medida a chamada “teoria da informação imediata do ato intelectivo pela forma inteligível em ato do objeto” – esposada por ambos e, para eles, presente entre outros no estagirita – não é, precisamente no macedônio, à diferença do Aquinate, de natureza intencional, mas de natureza não-intencional. Em vista disso, o trabalho discute o que exatamente Brentano quer significar com a expressão ‘in-existência intencional’ e a razão de uma questão como a da chamada intencionalidade da sensação não ser um problema aristotélico.


Palavras-chave


Brentano. Ser objetivo. Sensação. Conteúdo mental. Representação

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ISSN 2179-9180