Comparação do fator de empilhamento sob diferentes condições para madeira de Eucalyptus grandis

A comparison of wood piling factor under different conditions for Eucalyptus grandis wood

Gerson dos Santos Lisboa, Andrea Nogueira Dias, Alvaro Felipe Valerio, Raul Silvestre

Resumo


O presente trabalho tem por objetivo comparar os fatores de empilhamento obtidos em três métodos distintos de empilhamento: 1) empilhamento em cima do caminhão; 2) empilhamento mecânico no pátio da fábrica e 3) empilhamento manual no pátio da fábrica. Os dados empregados são originários de um plantio de Eucalyptus grandis, visando à produção de celulose e pertencente ao GRUPO LWART, situado no município de Lençóis Paulista, SP, cortado aos sete anos de idade através do sistema semi-mecanizado. Foram analisados dados provenientes de vinte pilhas de madeira, formadas por toras de 2,80 m de comprimento e diâmetro mínimo de 6,0 cm. O fator de empilhamento de cada pilha foi obtido pela relação entre o volume da pilha em metros estéreos (st) e o correspondente volume sólido em metros cúbicos (m³). O volume sólido (m³) foi obtido pelo método de Smalian. Para calcular o volume estéreo (st) para três diferentes métodos de empilhamento foi utilizada uma régua graduada para medir a altura, a largura e o comprimento da pilha. Os três métodos de empilhamento foram comparados estatisticamente a partir de uma análise de variância, considerando um delineamento inteiramente casualizado, onde os métodos foram considerados tratamentos e as pilhas repetições. Na ocorrência de diferenças significativas entre tratamentos, o teste Tukey foi utilizado para comparar suas médias, considerando um nível de 5% de significância. A análise estatística indicou diferenças significativas entre o método de empilhamento manual ou tratamento 3, dos demais métodos, ou seja, método do empilhamento em cima do caminhão e método de empilhamento mecânico. Conclui-se então, que é errôneo aplicar um fator de empilhamento médio, se houver diferentes formas de empilhar a madeira.

Abstract

The research objective has been to compare the wood piling factors obtained from three distinct methods: 1) piling up on the truck; 2) mechanical piling up of the wood at the factory patio; 3) manual piling up at the factory patio. The examined data are from a Eucalyptus grandis forest for cellulose production, which is owned by the GRUPO LWART, located at the city of Lençóis Paulistas – São Paulo. The seven-yearold trees were cut through the semi-mechanized system. The data was collected from twenty stacks of wood, made up with logs of 2,80 m of length and a minimum diameter of 6,0 cm. The piling factor (PF) of each stack was obtained from the relation between the stereometric volume of the stack (st) and the correspondent volume in cubic meters (m³). The solid volume (m³) was figured through the Smalian method. In order to calculate the stereometric volume (st) of the three different methods of piling up, a marked ruler was used to measure the height, width and length of the stack. The three piling up methods were compared statistically on the basis of variance analysis, considering a distribution entirely at random, with the methods taken as treatments and the stacks as repetitions. When significant differences between treatments were found, the Tukey test was used to compare their averages, considering a mean of 5%. The statistical analysis indicated significant differences between the method of manual piling up (treatment 3) and the other methods, namely, the piling up on the truck method and the mechanical piling up method. It may be concluded that it is wrong to apply an average factor of piling up when there are different forms of piling up the wood.


Palavras-chave


Eucalyptus grandis; volume empilhado; teste de Tukey.

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