Efeito de óleos essenciais sobre o fungo Thielaviopsis paradoxa

Matheus Nunes Pereira, Rafael Batista da Conceição, Juliana Cristina Sodário Cruz, Meire Cristina Nogueira de Andrade

Resumo


A cana-de-açúcar atualmente tem um papel fundamental na economia do país. Entretanto, os canaviais estão expostos a riscos de contaminação por fungos, entre eles, o Thielaviopsis paradoxa, patógeno causador da podridão do abacaxi. Entre os possíveis métodos de controle dessa doença, estão os óleos essenciais, os quais são substâncias voláteis, geralmente líquidas e odoríferas, extraídas do metabolismo secundário de vegetais que podem ser usados como antifúngicos, inseticidas e antibactericidas. Assim, o objetivo do presente estudo foi testar o efeito de óleos essenciais no controle de T. paradoxa, possibilitando, assim, um tratamento que não cause danos à saúde, tanto de quem trabalha nos canaviais, quanto de quem irá consumir o alimento depois de pronto, que seja mais econômico e simples de se obter. O experimento conduzido foi no delineamento inteiramente casualizado segundo o esquema fatorial 4 x 3 (4 tipos de óleos essenciais x 3 concentrações) com 4 repetições. Também foi conduzida juntamente com os tratamentos duas testemunhas (meio de cultura BDA sem adição de óleo essencial e com adição do fungicida Piraclostrobina, cada qual com 4 repetições), totalizando 56 unidades experimentais. Foram testados os seguintes óleos essenciais no crescimento micelial in vitro do fungo T. paradoxa: Cravo folha (Eugenea caryophyllus), Hortelã Pimenta (Mentha piperita), Capim-limão (Cymbopogon citratus), Manjericão (Ocimum basilicun), nas concentrações 0,25%, 0,50% e 0,75%. Os óleos essenciais de Hortelã pimenta, Capim limão e Manjericão inibiram em 100% o crescimento micelial em todas as concentrações testadas, sendo tão eficientes quanto ao fungicida Piraclostrobina que, geralmente, é utilizado no combate ao fungo. O tratamento com o Cravo folha também inibiu bem o crescimento do T. paradoxa, mas, foi menos eficiente se comparado aos demais óleos essenciais testados e ao fungicida. Assim, concluiu-se que, dentro das condições testadas, todos os óleos essenciais podem ser utilizados para inibir o crescimento do T. paradoxa, em especial Hortelã pimenta, Capim limão e Manjericão.


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