O egoísmo e sua aplicação na teoria ética de Ayn Rand

Franciny Costantin Senra

Resumo


Nesse trabalho pretendo apresentar e discutir a concepção ética proposta por Ayn Rand. Ela caracteriza a ética a partir do termo Objetivismo, o qual denota o projeto de basear a filosofia em uma realidade passível de ser apreendida objetivamente, sendo a razão o único meio para alcançar tal apreensão. O homem deve usá-la como única orientação para execução de seus atos, vivendo, assim, pelo julgamento independente de sua própria mente. Ayn Rand aponta a realização da nossa própria felicidade como o maior propósito moral a ser alcançado, de modo que o código moral do altruísmo – como é denominado por ela o preceito de que a obrigação moral do homem é viver para os outros, em função dos outros, sacrificando-se por vezes, em detrimento dos demais indivíduos – deverá deixar de ser percebido como exclusivamente bom em relação ao egoísmo. O egoísmo passará a ser, então, outro conceito fundamental dentro da ética objetivista, pois, a partir dele, o homem irá priorizar a individualidade através de princípios inteiramente racionais. É somente nela da razão que pode ser fundada uma moralidade com caráter lógico, com rigor tal para que possa torná-la verdadeira e necessária. O valor supremo do homem a ser considerado é a própria vida, os demais valores estão diretamente ligados à vida. E é por meio da razão que o indivíduo irá definir o código de valores que determinará sua conduta, código esse baseado no auto-interesse, em um egoísmo racional, voltado para a preservação de seu valor supremo, através de sua vida como ser racional.


Palavras-chave


Egoísmo. Razão. Ética.

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ISSN 2179-9180

 

 

 
 
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