Teleologia e necessidade natural em Aristóteles

Rodrigo Romão de Carvalho

Resumo


Neste artigo, procurarei examinar por que, em Aristóteles, as composições orgânico-animadas, no mais das vezes, ocorrem segundo certa finalidade. Na
medida em que a forma atua como fator causal de caráter teleológico, ela regula
as propriedades e os movimentos necessários da matéria elementar, de modo
a concatená-los de acordo com certo arranjo composicional. Neste sentido, a
necessidade absoluta procedente das propriedades essenciais dos elementos, os
quais servem de substrato material às partes do ser vivo na compleição orgânica, se dá sob hipótese, ou seja, sob a intervenção da forma do animal. Tais propriedades são apropriadas pelo organismo, ajustando-as em vista das atividades vitais, de modo a promover a emergência de novas propriedades que os elementos, por si mesmos, através de uma interação espontânea, seriam incapazes de adquirir. Deste modo, pretendo mostrar que a necessidade hipotética da teleologia ou a necessidade natural, no processo de constituição orgânica, incorpora a necessidade absoluta da matéria elementar, adequando-a as exigências da vida.


Palavras-chave


Teleologia. Necessidade Natural. Hilemorfismo. Organismos Vivos.

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ISSN 2179-9180