O Que é Bom para os Animais? Reconciliando Preferencialismo e Perfeccionismo

Gabriel Panisson dos Santos

Resumo


Este artigo propõe uma abordagem que combina preferencialismo e perfeccionismo para abordar o problema filosófico do bem-estar dos animais não-humanos. A teoria preferencialista, comumente associada a autores utilitaristas como Peter Singer, sugere que o bem-estar é definível em termos de satisfação de preferências. No entanto, essa visão apresenta limitações no caso específico dos animais não-humanos, sendo a principal delas o fato de que certos objetos de interesse dos animais podem ser prejudiciais, contradizendo assim a própria definição de bem-estar enquanto satisfação de preferências. Destaca-se o problema de que os animais sencientes não-humanos não se enquadram ao requerimento de informação sugerido pela teoria da satisfação das preferências informadas. Para superar essa limitação, o artigo propõe a incorporação de elementos de uma versão cientificamente acurada da tese perfeccionista - comumente associada a Aristóteles -, que considera o bom funcionamento biológico e a realização dos potenciais naturais como os componentes fundamentais do bem-estar. Argumenta-se que uma visão mais robusta do bem-estar animal deve estipular os interesses subjetivos como substância do bem-estar, incorporando, porém, as necessidades objetivas relacionadas à natureza animal como critério para definir quais interesses devem ser considerados legítimos para a teoria.


Palavras-chave


Bem-estar Animal. Preferencialismo. Perfeccionismo. Ética Animal.

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ISSN 2179-9180

 

 

 
 
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