Austeridade e sobrevivência, magia e prazer em a festa de Babette
Palavras-chave:
Alimentação, Sociabilidade, IdentidadeResumo
O ensaio analisa o filme A Festa de Babette (1987) sob a perspectiva da História da Alimentação, explorando as relações entre culinária, religiosidade, identidade, prazer e sociabilidade. A autora contrapõe a austeridade da comunidade protestante de Jutlândia, na Dinamarca do século XIX, à sofisticação da tradição gastronômica francesa, evidenciando como diferentes culturas atribuem significados distintos à alimentação. Amparado em autores como Roy Strong, Norbert Elias, Jean-Louis Flandrin, Luce Giard e Carlos Roberto Antunes dos Santos, o texto discute a evolução histórica da culinária francesa, marcada pelo refinamento dos sabores, pela etiqueta à mesa e pela valorização da gastronomia como expressão de civilidade. O banquete preparado por Babette é interpretado como um acontecimento transformador, capaz de romper a rotina, reconciliar conflitos e promover uma experiência simultaneamente sensorial e espiritual.
