Artigo_2_-_8105

Impacto da Síndrome de Burnout nos Acadêmicos de Contabilidade

Impact of Burnout Syndrome on Accounting Academics

Yaggo Haroldo Rodrigues Oton1, Caritsa Scartaty Moreira2,

Thayná de Oliveira Fernandes3 e Viviane da Costa4

1 Universidade Federal da Paraíba, Brasil, Graduado em Contabilidade,

e-mail: yaggo.oton@academico.ufpb.br, ORCID: https://orcid.org/0009-0006-5695-2045

2 Universidade Federal de Pernambuco, Brasil, Doutorado em Ciências Contábeis,

e-mail: csm@estudantes.ufpb.br, ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1243-9216

3 Universidade Federal da Paraíba, Brasil, Mestrado em Ciências Contábeis,

e-mail: thaynafernandespro@gmail.com, ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3321-3734

4 Universidade Federal da Paraíba, Brasil, Doutorado em Contabilidade,

e-mail: vivifreitag@gmail.com, ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8989-1361

Recebido em: 18/11/2025 - Aprovado em: 30/12/2025 - Disponível em: 31/12/2025

Resumo

Este estudo tem como objetivo investigar como a síndrome de burnout afeta os acadêmicos de Ciências Contábeis em uma instituição pública de ensino superior. A pesquisa adotou uma abordagem quantitativa e descritiva, com dados coletados por meio de um questionário aplicado a 176 estudantes da Universidade Federal da Paraíba. O questionário investigou o grau de identificação dos estudantes com as subdimensões da síndrome de burnout — exaustão emocional, cinismo e realização pessoal — e suas práticas individuais e organizacionais para prevenir o estresse. Os resultados indicaram que mais da metade dos alunos se identifica com afirmações relacionadas à exaustão emocional, associando-a mais à educação do que ao trabalho. Em relação ao cinismo, pouco menos da metade dos respondentes apresentou identificação, com variações sutis conforme o perfil sociodemográfico. A dimensão de realização pessoal revelou que, embora os estudantes encontrem satisfação nas atividades acadêmicas e profissionais, muitos enfrentam desafios de autoconfiança e autoeficácia. Quanto às práticas de prevenção, os discentes consideram o descanso e o lazer essenciais para a saúde mental, mas expressaram insatisfação com a falta de políticas institucionais voltadas ao bem-estar. O estudo reforça a importância do desenvolvimento de novas pesquisas sobre o tema, bem como a necessidade de esforços por parte das organizações no desenvolvimento de políticas e práticas que promovam a manutenção da saúde mental de seus integrantes.

Palavras-chave: Burnout. Ciências Contábeis. Ensino Superior.

Abstract

This study aims to investigate how burnout syndrome affects accounting students at a public higher education institution. The research adopted a quantitative and descriptive approach, with data collected through a questionnaire applied to 176 students from the Federal University of Paraíba. The questionnaire investigated the degree of identification of students with the sub-dimensions of burnout syndrome — emotional exhaustion, cynicism, and personal accomplishment — and their individual and organizational practices to prevent stress. The results indicated that more than half of the students identify with statements related to emotional exhaustion, associating it more with education than with work. Regarding cynicism, slightly less than half of the respondents showed identification, with subtle variations according to sociodemographic profile. The dimension of personal accomplishment revealed that, although students find satisfaction in academic and professional activities, many face challenges of self-confidence and self-efficacy. Regarding prevention practices, students consider rest and leisure essential for mental health, but expressed dissatisfaction with the lack of institutional policies aimed at well-being. The study reinforces the importance of developing new research on the subject, as well as the need for efforts by organizations in developing policies and practices that promote the maintenance of the mental health of their members.

Keywords: Burnout. Accounting Sciences. Higher Education.

1 INTRODUÇÃO

Na concepção de Maslach e Leiter (2016), a síndrome de burnout é uma condição psicológica que surge como resposta ao estresse interpessoal crônico no trabalho. Segundo os autores, as três dimensões-chaves dessa resposta são: uma exaustão avassaladora, sentimentos de cinismo e desapego em relação ao trabalho, além da sensação de falta de realização e ineficácia. A relevância desse modelo tridimensional reside no fato de ele situar a experiência de estresse do indivíduo dentro de um contexto social, envolvendo tanto a percepção de si mesmo quanto a dos outros.

Em um mundo em que o ambiente profissional impõe exigências cada vez mais latentes, o ensino superior torna-se fundamental para uma grande parcela da população. Segundo Salgado e Au-Yong-Oliveira (2021), atualmente existem altos níveis de estresse associados à vida acadêmica e ao ambiente das instituições de ensino superior. Os estudantes universitários, expostos a ambientes de elevada competitividade e a condições, por vezes, estressantes de trabalho, estão entre a grande parcela da sociedade que se encontra nessa situação emocionalmente delicada.

Peleias et al. (2017), em sua pesquisa A síndrome de burnout em estudantes de Ciências Contábeis de IES Privadas: pesquisa na cidade de São Paulo, analisaram uma amostra de 419 estudantes, dos quais 46,3% relataram alteração na exaustão emocional, 11,2% alteração na descrença e 31,3% alteração na eficácia profissional, limitando os resultados à amostra analisada e ressaltando a importância de que pesquisas sobre a temática burnout nos acadêmicos de Ciências Contábeis sejam conduzidas em outras instituições de ensino superior situadas em diferentes regiões.

Portanto, este estudo tem como foco analisar a incidência e o impacto dos sintomas relativos à síndrome de burnout nos graduandos de Ciências Contábeis do estado da Paraíba, dada a necessidade de conciliação dos estudos acadêmicos com a rotina de trabalho vivida por uma parte considerável do corpo discente (Peleias et al., 2008), especialmente ao se aproximar do final do curso, bem como pelos hábitos de hiperconsumo cultivados na sociedade contemporânea. Para tanto, será realizada uma revisão de literatura sobre os temas, além da coleta de dados estatísticos.

Ante o exposto, foi estabelecido o seguinte problema de pesquisa: Como a síndrome de burnout tem afetado os acadêmicos de Ciências Contábeis em uma instituição de ensino superior pública? Assim, traçou-se o objetivo de investigar como a síndrome de burnout afeta os acadêmicos de Ciências Contábeis em uma instituição de ensino superior pública.

Trata-se de uma contribuição para o meio acadêmico e laboral, abordando diretamente a ocorrência de sintomas que possam ser associados à síndrome de burnout dentro da realidade acadêmica do curso de Ciências Contábeis em uma Instituição de Ensino Superior (IES) Pública – Campus I, bem como os impactos significativos na vida dos profissionais da área contábil. Além disso, este estudo representa uma contribuição aos estudos conduzidos anteriormente sobre temáticas semelhantes, apresentando uma visão focada na capital paraibana e trazendo dados mais recentes para pesquisas sobre a síndrome de burnout que venham a ser desenvolvidas no futuro.

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Burnout

Burnout, do inglês to burn out (que significa reduzir a cinzas ou queimar por completo), foi adotado a partir do estudo de caso de Miss Jones, por Schwartz e Will (1953), como a nomenclatura que viria a definir a psicopatologia também conhecida como síndrome do esgotamento profissional. No caso, a referida Miss Jones enfrentou um dilema ético ao descobrir um comportamento fraudulento por parte de um colega de trabalho que falsificava despesas. Dividida entre o desejo de proteger o colega das consequências negativas e o senso moral de reportar a fraude, o estresse e o esgotamento enfrentados por Miss Jones devido a esse dilema no ambiente de trabalho caracterizaram o primeiro retrato da síndrome em trabalhos acadêmicos.

Foi somente com a publicação de Burn-Out: The High Cost of High Achievement (1974), ou Burnout: o alto custo da alta realização, estudo desenvolvido por Herbert Freudenberger, que os sintomas foram de fato associados ao termo, o que despertou o interesse da comunidade acadêmica em estudar a crescente ocorrência da psicopatologia na população americana. Esta buscava melhores condições de vida em contrapartida ao descontentamento com as más condições de trabalho, especialmente nas áreas de assistência e cuidados, como assistência jurídica, saúde, serviço social e educação (Vieira; Russo, 2019).

Maslach, Schaufeli e Leiter (2001) definem as três dimensões-chave da síndrome: primeiro, o esgotamento emocional, que indica uma escassez de vigor e entusiasmo, juntamente com uma sensação de esvaziamento de recursos; em segundo lugar, a despersonalização, que se manifesta no tratamento de clientes, parceiros de trabalho e da própria organização como meros objetos; e, finalmente, a falta de realização no trabalho, que se refere à tendência do indivíduo de avaliar negativamente seu próprio desempenho profissional. Essas dimensões combinadas frequentemente resultam em uma sensação de descontentamento e insatisfação entre os trabalhadores em relação ao seu crescimento e progresso na carreira.

Em 2022, por meio da CID-11 (décima primeira revisão da Classificação Internacional de Doenças), a Organização Mundial da Saúde (OMS) vinculou um código específico (QD85) para o burnout, descrevendo-o como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Apesar de sua classificação tardia, no Brasil, a legislação sanitária, assim como a previdenciária, reconhece o burnout como uma enfermidade associada ao ambiente laboral desde 1999, conforme estabelecido pela Portaria/MS n.º 1.339/1999.

2.2 Indícios de Burnout em Acadêmicos e Contadores

A realidade acadêmica, de acordo com Salgado e Au-Yong-Oliveira (2021), representa para os estudantes o momento de busca pelo aperfeiçoamento e qualificação profissional, que os proporcionará melhores chances de obter uma vaga almejada. Teodoro et al. (2009), em seu estudo Empregabilidade e (in)formação: um estudo sobre os fatores que impactam as atividades dos contadores no Município de Recife – Pernambuco, ao analisar uma amostra de 218 entrevistados, concluiu que 148 estudantes estavam empregados antes de concluir a graduação, representando 68% do total. O enfrentamento da dupla jornada pelos discentes de Ciências Contábeis os leva a conciliar as exigências do mercado de trabalho com as responsabilidades acadêmicas da graduação.

De acordo com Salgado e Au-Yong-Oliveira (2021), o estresse enfrentado pelos acadêmicos tende a aumentar conforme a graduação avança. As incertezas e o medo do fracasso iniciais se agravam à medida que o curso avança e as exigências acadêmicas aumentam. O que essa exposição à competitividade e às exigências do mercado, tanto acadêmicas quanto profissionais, representa para os discentes é uma exposição constante a situações potencialmente estressantes, que, somadas à dupla jornada, tornam os estudantes suscetíveis à síndrome de esgotamento profissional.

Para Guimarães (2014), a Síndrome de Burnout não surge necessariamente de um único evento traumático, mas da soma de pequenos estresses diários que, ao longo do tempo, resultam em um estado de estresse crônico. Esse fenômeno é caracterizado por mudanças graduais, muitas vezes sutis, nas dimensões da Exaustão Emocional, Descrença e Eficácia Profissional. Além disso, é sugerido que fatores como motivação, incentivos, desejos e metas desempenham um papel significativo no desenvolvimento da condição.

Trata-se, portanto, de um distúrbio psicossocial desencadeado por processos estressantes cotidianos, com uma realidade acadêmica e profissional que exige muito psicologicamente daqueles que a integram (Guimarães, 2014). O período da graduação é um alvo constante de estresse por representar um momento decisivo de assumir responsabilidades e preparar-se para o futuro profissional.

O estudo relevante, realizado por Peleias et al. (2022), abordou a prevalência de Burnout entre estudantes de Ciências Contábeis, analisando os fatores sociodemográficos e acadêmicos que contribuem para essa condição. Os autores observaram que a alta carga de trabalho e as pressões acadêmicas são fatores significativos que agravam a incidência de Burnout. A pesquisa revelou que muitos acadêmicos enfrentam desafios não apenas relacionados ao conteúdo do curso, mas também à gestão do tempo e ao equilíbrio entre vida pessoal e acadêmica, o que, por sua vez, impacta sua saúde mental e desempenho.

Em um estudo recente, Ferreira, Crispim e Dantos (2023) investigaram a percepção da síndrome de Burnout entre discentes de Ciências Contábeis em uma universidade pública, destacando a influência do contexto pós-pandemia. Os resultados mostraram que muitos estudantes apresentavam níveis elevados de exaustão emocional e despersonalização, sugerindo a urgência de intervenções para melhorar a saúde mental e o bem-estar desses acadêmicos.

Almeida et al. (2023), em seu estudo Síndrome de Burnout em discentes de cursos de Ciências Contábeis de uma universidade pública, verificou que as características sociodemográficas influenciam diretamente a incidência das subdimensões da síndrome entre os acadêmicos.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Quanto ao objetivo, a presente pesquisa se classifica como descritiva, pois os dados coletados foram utilizados para compreender comportamentos e relacioná-los à problemático tema da pesquisa, bem como com os resultados obtidos em outros estudos realizados.

Em termos de abordagem, a pesquisa pode ser classificada como quantitativa, quanto ao procedimento de coleta de dados, a pesquisa se classifica como survey avaliando a incidência das dimensões da síndrome (exaustão, cinismo e realização pessoal) no corpo estudantil e com algumas questões adaptadas por Almeida et al. (2023) conforme o MBI-SS (Maslach Burnout Inventory – Student Survey), associadas às subdimensões e itens relacionados ao Burnout no contexto acadêmico.

A população consistiu nos estudantes do curso de Ciências Contábeis da Instituição de Ensino Superior pública, que, de acordo com dados do SIGAA, em 16/09/2024, era composta por 1.264 alunos ativos. A amostra analisada foi composta por 176 alunos respondentes, distribuídos entre todos os períodos do curso. O único critério para exclusão ocorreu na etapa

voltada para as experiências laborais, na qual os alunos com experiência de estágio e trabalho foram orientados a responder de acordo com suas vivências.

Os dados foram coletados por meio de um questionário eletrônico. Os alunos foram convidados a participar através de e-mail e redes sociais. O questionário utilizou uma escala dicotômica, composta pelas opções: “me identifico”, “não me identifico” e “prefiro não responder”. Os resultados obtidos por meio da aplicação do questionário foram organizados em planilhas utilizando o software Microsoft Excel e passaram por uma análise descritiva.

4 ANÁLISE DE RESULTADOS

4.1 Perfil Sociodemográfico

A primeira parte do questionário teve como objetivo delinear o perfil socioeconômico dos estudantes de contábeis. Na Tabela 1, são apresentadas as características dos respondentes em relação à faixa etária, sexo, renda, formação acadêmica e atuação profissional na área contábil.

Tabela 1 - Perfil sociodemográfico

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

A amostra da pesquisa consistiu em 176 discentes, sendo 51,7% do sexo feminino e 48,3% do sexo masculino. A distribuição de gênero foi relativamente equilibrada, com uma ligeira predominância de mulheres, o que pode indicar que o curso de Ciências Contábeis está atraindo tanto homens quanto mulheres de forma quase equitativa.

A maioria dos participantes está na faixa etária de 19 a 27 anos (75,57%), seguida pela faixa etária de até 18 anos (13,64%). Menos de 10% dos participantes se encontravam em faixas etárias mais avançadas. Quanto ao estado civil, a maior parte dos respondentes era solteira (86,93%), o que era esperado, considerando a predominância de estudantes jovens no curso.

Em relação à distribuição da amostra por período de matrícula, observou-se maior participação dos estudantes concluintes, com 41,48% das respostas provenientes de discentes a partir do 7º período. Em seguida, 25,57% dos respondentes estavam matriculados no 1º e 2º períodos. Já os estudantes do 5º e 6º períodos representaram 18,75% das respostas, enquanto 14,20% dos respondentes eram alunos do 3º e 4º períodos.

Quanto à ocupação dos respondentes além dos estudos, 18,18% afirmaram se dedicar exclusivamente à vida acadêmica. A maioria, 35,80%, relatou estar estagiando, enquanto 23,30% já trabalhavam na área de contabilidade. Por fim, 22,73% indicaram trabalhar em outra área. Esses dados refletem o perfil diversificado dos estudantes, com uma parte significativa já inserida no mercado de trabalho, seja por meio de estágios ou empregos formais.

4.2 Subdimensão “Exaustão”

A Tabela 2 apresenta os resultados das afirmativas relacionadas à dimensão de exaustão, com os percentuais referentes à amostra total de 176 participantes.

Observando a Tabela 2, é possível perceber que, das cinco afirmativas, quatro obtiveram um índice de identificação superior a 50%. As duas afirmativas com as quais os estudantes mais se identificaram foram aquelas relacionadas ao cansaço no início e no final de um dia em que precisam ir para a aula, com 76,14% e 72,16% da amostra se identificando com as afirmativas 4 e 6. Guimarães (2014) argumenta que a síndrome de Burnout pode surgir do acúmulo de estresse crônico decorrente de diversos fatores diários. O fato de mais de 70% da amostra se identificar com um estado constante de exaustão e esgotamento emocional sugere uma predisposição para o desenvolvimento desse estresse crônico.

Tabela 2 - Subdimensão “exaustão

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Na Tabela 3, o critério para comparação das respostas passou a ser o gênero dos respondentes, sendo 85 do gênero masculino e 91 do gênero feminino. Para facilitar a análise, os índices das respostas para as afirmativas dentro da subdimensão foram somados e, em seguida, divididos pelo número total de afirmativas, resultando no índice médio de identificação, não identificação e preferência por não responder de cada gênero.

Tabela 3 - Média de identificação por gênero com afirmativas da subdimensão “exaustão” (acadêmica)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Na Tabela 4, o ponto referencial para comparação dos dados passa a ser o período matriculado dos respondentes do questionário, seguindo o mesmo método da tabela anterior no que concerne a soma dos índices de resposta para cada afirmativa, dividido pelo total de afirmativas da subdimensão. A amostra de 176 estudantes foi dividida em quatro grupos: 45 alunos dos 1º e 2º períodos; 25 dos 3º e 4º períodos; 33 dos 5º e 6º períodos; e 73 do 7º período em diante. Essa categorização facilita a análise da progressão nas respostas ao longo dos diferentes estágios da graduação.

Tabela 4 - Média de identificação por período com afirmativas da subdimensão “exaustão” (acadêmica)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Os períodos com maior identificação média com a subdimensão de exaustão emocional foram os mais avançados, a partir do 7º semestre, com 62,74% de identificação média com as afirmativas. Esse dado está em consonância com o que é proposto por Salgado e Au-Yong- Oliveira (2020), que afirmam que o estresse enfrentado pelos acadêmicos tende a aumentar à medida que a graduação avança.

Os primeiros períodos, por outro lado, registraram uma média de identificação ligeiramente superior à dos alunos do 5º e 6º períodos, com 56,44% contra 55,76%. Soares e Oliveira (2013) indicam que os primeiros períodos da graduação são caracterizados por um processo de adaptação à realidade do ensino superior, e essa vivência do novo cotidiano pode ser uma fonte de estresse para os estudantes.

As afirmativas dessa etapa foram adaptadas do contexto acadêmico para o ambiente de trabalho, resultando nos dados apresentados na Tabela 5. A amostra permaneceu com os 176 estudantes, mas apenas aqueles que estagiam ou trabalham foram orientados a responder com as opções “me identifico” ou “não me identifico”. Os estudantes que se dedicam exclusivamente ao estudo escolheram a opção “Prefiro não responder”. Esse critério de seleção permitiu uma análise mais direcionada das experiências dos alunos no ambiente profissional.

Tabela 5 - Subdimensão “exaustão” (ambiente de trabalho)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Salgado e Au-Yong-Oliveira (2021) abordam as incertezas enfrentadas no ensino superior, que em contrapartida à rotina do trabalho, com recompensas mais imediatas na forma da remuneração e benefícios, acabam sendo exacerbadas, o que pode levar os estudantes que trabalham a enxergarem subconscientemente os estudos, como um empecilho para o descanso e não um caminho para melhores condições de vida.

4.3 Subdimensão “cinismo”, ou “despersonalização”

Seguindo o modelo proposto por Maslach e Leiter (2016), a segunda subdimensão abordada no questionário foi o “Cinismo”, também chamado de “Despersonalização”. Conforme definido pelos autores, essa subdimensão reflete uma atitude de distanciamento ou indiferença em relação à ocupação, seja ela acadêmica ou profissional. Para esta etapa, os pertinentes à amostral total de 176 alunos estão apresentados na Tabela 6 a seguir:

Tabela 6 - Subdimensão “cinismo” (ambiente acadêmico)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Das quatro afirmativas apresentadas, três alcançaram um índice de identificação igual ou superior a 50%. Um total de 59,66% da amostra relatou um crescente desinteresse pelos estudos, enquanto apenas 28,41% notou essa diminuição de interesse após ingressar no ensino superior. Esses resultados podem indicar que a queda de interesse nos estudos não se deu a partir do momento de ingresso na universidade, mas sim com o decorrer do curso e o início da vida profissional.

Pode-se observar na Tabela 7 como os respondentes de diferentes períodosdo curso reagiram às afirmativas. A amostra de 176 estudantes foi novamentesegmentada em quatro grupos: 45 alunos pertencentes ao 1º e 2º períodos, 25 alunosdo 3º e 4º períodos, 33 alunos do 5º e 6º períodos e 73 alunos que estão no 7º períodoou acima.

Tabela 7 - Média de identificação por período com afirmativas da subdimensão “cinismo” (acadêmica)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

De acordo com Ben-Eliyahua et al. (2018), o engajamento efetivo dos estudantes tende a cair ao longo do ensino superior, não só por questões dedesempenho, mas também em razão de atividades externas, especialmente o trabalho. O retorno financeiro mais imediato é um fator determinante para essa perdade interesse, como já mencionado anteriormente, o que também é um dos grandes motivadores para a evasão do ensino superior (Tinto, 1993).

Com o gênero voltando a ser tomado como filtro para os dados obtidos (85 respondentes do gênero masculino e 91 do gênero fêmino), dessa vez para a subdimensão “cinismo”, chegam-se aos dados apresentados conforme a Tabela 8.

Tabela 8 - Média de identificação por gênero com afirmativas da subdimensão “cinismo” (acadêmica)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

A identificação média masculina com a subdimensão de exaustão emocional foi ainda mais reduzida em comparação à outra, caindo de 51,29% para 39,71%. Além disso, a identificação média feminina com as afirmativas permanece superior à masculina, possivelmente devido a fatores como a maior facilidade das mulheres em expressar e identificar seus sentimentos, em contraste com a tendência masculina de reprimir ou lutar contra os próprios sentimentos, como defendido por Holmes (1997).

Esse resultado é bastante semelhante ao encontrado por Almeida et al. (2023), que também não observou uma diferença significativa em relação ao gênero como fator determinante na identificação com a subdimensão de cinismo. No estudo de Almeida et al. (2023), a diferença no escore médio entre os gêneros foi de cerca de 5 pontos, enquanto no presente estudo, a variação nas médias de identificação foi próxima a 5%.

O indicador sociodemográfico que apresentou maiores variações no caso da despersonalização acadêmica foi o período em que os estudantes estavam matriculados. Ao observar a subdimensão do “cinismo” sob a perspectiva da realidade do mercado de trabalho, os dados obtidos são os seguintes:

Tabela 9 - Subdimensão “cinismo” (ambiente de trabalho)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Conforme ilustrado na Tabela 9, os índices de identificação com as afirmativas relacionadas ao cinismo no ambiente de trabalho foram relativamente baixos, especialmente quando comparados aos resultados obtidos no contexto acadêmico, onde três das quatro afirmativas apresentaram índices de identificação superiores a 50%. A identificação média no ambiente de trabalho foi de 30,49%, refletindo diretamente o crescente cinismo ao longo dos períodos acadêmicos, com exceção do último período, conforme abordado na Tabela 8.

Os dados relativos a essa subdimensão indicaram um aumento do cinismo em relação à importância dos estudos à medida que o curso avançava, atingindo seu pico nos períodos intermediários, e apresentando uma queda nos períodos finais. No entanto, essa tendência não se aplica ao ambiente de trabalho, que demonstrou resultados gerais de baixa identificação com as afirmativas. Esses achados estão em consonância com os resultados de Almeida (2023) e com a fundamentação teórica de Ben-Eliyahu et al. (2018), que discute a priorização do trabalho e os resultados financeiros imediatos em detrimento da educação.

4.4 Subdimensão “realização pessoal” ou “eficácia profissional”

Tratando-se da terceira e última subdimensão do Burnout, conforme o modelo proposto por Maslach e Leiter (2016), tem-se uma preocupação com a realização pessoal obtida (ou não) pelo indivíduo por meio do emprego de dedicação a uma atividade, sendo ela o trabalho ou a educação. O questionário aplicado poderia seguir duas abordagens diferentes. A segunda abordagem foi a escolhida, e os dados obtidos estão expostos conforme a Tabela 10 abaixo, com os índices pertinentes à amostra total de 176 alunos.

Tabela 10 - Subdimensão “realização pessoal” (ambiente acadêmico)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Introduzido por Bandura (1978) apoia-se em fontes de influência na forma de experiências de sucesso e modelagem social (observar outrosobtendo sucesso em tarefas semelhantes) como pilares da construção do nível individual de autoeficácia e confiança. Assim, pode-se concluir que as experiências particulares representam um fator determinante na construção do perfil acadêmico do indivíduo. Se os dados relativos à realização pessoal acadêmica forem filtrados utilizando os períodos matriculados, tem-se o exposto na Tabela 11.

Tabela 11 - Média de identificação por período com afirmativas da subdimensão “realização pessoal”(acadêmica)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

A homogeneidade observada ao longo dos períodos, com pouca variação na identificação média, sugere que o momento do curso não é um fator determinante para a realização pessoal dos indivíduos da amostra. Esse achado corrobora com a ideia defendida por Zimmerman (2000), de que as experiências pessoais desempenham um papel mais significativo na construção do conceito de autoeficácia, e, por consequência, da realização pessoal no ambiente acadêmico.

Em relação ao ambiente de trabalho, os resultados indicaram um alto índice de realização pessoal entre os respondentes, como pode ser visto na Tabela 12

Tabela 12 - Subdimensão “Realização pessoal” (ambiente de trabalho)

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

4.5 Práticas organizacionais e individuais de prevenção

Na última etapa do questionário, os participantes foram apresentados a uma série de afirmativas relacionadas a práticas de prevenção, abordando temas como autocuidado, administração do tempo livre, equilíbrio entre estudos e trabalho e, também, perspectivas profissionais. Esta etapa foi elaborada com base no artigo de Perniciotti (2020), intitulado “Síndrome de Burnout nos Profissionais de Saúde: Atualização sobre Definições, Fatores de Risco e Estratégias de Prevenção”.

Os resultados gerais dessa etapa estão apresentados na Tabela 13, que mostra os índices de resposta relativos à amostra total de 176 participantes.

Tabela 13 - Práticas organizacionais e individuais de prevenção

Fonte: Dados da pesquisa (2024).

Todas as afirmativas obtiveram um alto índice de identificação por parte dos participantes do questionário. Esse resultado era esperado, considerando o aumento da consciência coletiva sobre hábitos de saúde mental. No entanto, é importante destacar que diversos estudos abordam o chamado “gap entre conhecimento e ação”, que sugere que, embora os hábitos saudáveis sejam amplamente conhecidos, a prática efetiva desses hábitos ainda é frequentemente negligenciada por boa parte da população. Isso se aplica, especialmente, à manutenção da saúde mental (Flett; Hewitt, 2015).

As afirmativas com maior índice de identificação foram as de número 2 e 9, ambas com 96,02% de concordância. Essas questões estavam relacionadas a práticas de descanso e lazer. Já as afirmativas com menor índice de identificação (mas ainda altas) foram as de número 4 e 10, que abordavam a prática de exercícios físicos e a falta de tempo ou recursos para o autocuidado, com índices de 75,57% e 71,59%, respectivamente.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho teve como objetivo investigar como a síndrome de Burnout afeta os acadêmicos do curso de Ciências Contábeis em uma instituição de ensino superior pública, dada a crescente relevância do tema. Para atingir esse objetivo, foi realizada uma pesquisa quantitativa com os estudantes do curso de Ciências Contábeis no Campus I da instituição.

Os resultados obtidos possibilitaram a avaliação do grau de identificação da amostra com cada subdimensão do Burnout, correlacionando essas dimensões a diferentes aspectos do perfil sociodemográfico, como gênero e período do curso. Observou-se um alto nível de identificação nas três subdimensões, com médias de 59,43% para a exaustão emocional e 47,73% para o cinismo. No entanto, o alto índice de realização pessoal indicou um afastamento da síndrome, contrastando com os resultados obtidos nas outras subdimensões.

As afirmativas adaptadas para o ambiente de trabalho revelaram um índice de identificação inferior, sugerindo que os estudantes atribuem os impactos negativos principalmente à vida acadêmica, e não ao contexto profissional. Este estudo visa, através dos dados obtidos, incentivar a realização de pesquisas futuras, bem como destacar a necessidade de uma maior preocupação das organizações com a saúde mental de seus membros. Os resultados indicam que, no contexto acadêmico, os estudantes de Ciências Contábeis percebem a vida acadêmica como o principal fator prejudicial à sua saúde mental, ao passo que o ambiente de trabalho, especialmente na área contábil, não é visto como o fator mais impactante psicologicamente.

A pesquisa enfrentou algumas limitações, particularmente na coleta de respostas, com uma amostra representando aproximadamente 13,92% do total de estudantes matriculados no curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal da Paraíba. Além disso, os dados obtidos abrem possibilidades para o desenvolvimento de diversas outras análises, como a correlação entre os itens dos perfis sociodemográficos e as subdimensões do Burnout.

Recomenda-se que futuras pesquisas ampliem a amostra e utilizem a escala de frequência de 0 a 6, conforme o modelo original do MBI-SS, o que possibilitaria a realização de testes estatísticos mais avançados e precisos.

REFERÊNCIAS

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BANDURA, A. Reflections on self-efficacy. Advances in Behaviour Research and Therapy, v. 1, n. 4, p. 237–269, 1978.

BEN-ELIYAHU, A. et al. Investigating the multidimensionality of engagement: Affective, behavioral, and cognitive engagement across science activities and contexts. Contemporary Educational Psychology, v. 53, p. 87–105, 2018. Disponível em: https://doi.org/ 10.1016/j.cedpsych.2018.01.002. Acesso em: 28 set. 2024.

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