Donna Haraway: entre organismos e máquinas

Autores

Palavras-chave:

Máquinas, Ciborgues, Viventes.

Resumo

Considerando que as máquinas são criaturas artificiais com as quais coexistimos, apresentando maior ou menor grau de autonomia, é preciso reconhecer que elas não são livres, haja vista sua independência em relação aos ajustes e à programação. Além disso, os organismos, são seres que apresentam maior grau de autonomia que as máquinas, mesmo mantendo sua dependência em relação à natureza. As máquinas são, assim, duplamente dependentes: da natureza, a partir da qual se retira a matéria-prima que será transformada para produzi-la, bem como dos engenheiros, responsáveis por ajustes e reparos. O Manifesto Ciborgue (1985), de Donna Haraway, permite-nos identificar semelhanças e diferenças que o ciborgue, criatura híbrida de realidade e ficção, mantém com categorias modernas, como a dicotomia natural e artificial, que não são mais estanques, mas encontram-se hibridizadas.

Biografia do Autor

Débora Aymoré, Universidade Federal do Paraná - UFPR Pós-doutoranda, PPGFIL

Bacharel em Direito (UFPA, 2004), Especialista em Filosofia e Epistemologia das Ciências Humanas (UFPA, 2007), Mestre em Filosofia (USP, 2010), Doutora em Filosofia (USP, 2015) com estágio de pesquisa no exterior com bolsa CAPES (University of Miami, FL, 2013-2014), Pós-doutorado (USP, 2017 - 2018), Pós-doutorado (UFPR, 2022 - atual). Professora Substituta no curso de Filosofia da Universidade do Estado do Amapá (UEAP, 2017-2019). Professora Substituta do curso de Filosofia da Universidade Federal do Paraná (UFPR, 2019 - 2021), Professora Substituta no curso de Filosofia da Universidade do Estado do Amapá (UEAP, 2021-2022), Professora Substituta no curso de Pedagogia - METEP da Universidade Estadual de Maringá (UEM, 2023). Atua principalmente nos seguintes temas: epistemologia histórica das ciências, tecnociências, filosofia da natureza, filosofia ciborgue, epistemologias feministas, ciência valores.

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Publicado

29-04-2026