Donna Haraway: entre organismos e máquinas

Débora Aymoré

Resumo


Considerando que as máquinas são criaturas artificiais com as quais coexistimos, apresentando maior ou menor grau de autonomia, é preciso reconhecer que elas não são livres, haja vista sua independência em relação aos ajustes e à programação. Além disso, os organismos, são seres que apresentam maior grau de autonomia que as máquinas, mesmo mantendo sua dependência em relação à natureza. As máquinas são, assim, duplamente dependentes: da natureza, a partir da qual se retira a matéria-prima que será transformada para produzi-la, bem como dos engenheiros, responsáveis por ajustes e reparos. O Manifesto Ciborgue (1985), de Donna Haraway, permite-nos identificar semelhanças e diferenças que o ciborgue, criatura híbrida de realidade e ficção, mantém com categorias modernas, como a dicotomia natural e artificial, que não são mais estanques, mas encontram-se hibridizadas.

Palavras-chave


Máquinas, Ciborgues, Viventes.

Texto completo:

PDF


 

ISSN 2179-9180

 

 

 
 
Image result for logo latindex
Image result for indexador de revistas
 
Image result for sumários.org
 
 
 
 Image result for qualis capes