AS FORMAÇÕES DISCURSIVAS DOS RELATÓRIOS EMPRESARIAIS OFICIAIS: CASOS DE CONSTRUÇÃO DE SIMULACROS EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Luiz Gustavo Alves de Lara, Vitor Adalberto Ferreira

Resumo


Esta pesquisa tem por objetivo refletir sobre o alcance da capacidade de relatórios contábeis e financeiros oficiais espelharem a realidade organizacional. Assim, buscou-se compreender a interferência discursiva de três diferentes agentes: (i) investidores/empresariado; (ii) Estado/fisco e (iii) profissionais da contabilidade – nas atividades dos funcionários praticantes de registros contábeis e financeiros. Também se empreendeu uma análise acerca do relato das práticas dos profissionais que realizam as atividades burocráticas para elaboração dos relatórios oficiais. Cruzaram-se as análises e, com isso, apreendemos o desenvolvimento de práticas que buscam conformidade em relação aos distintos interesses dos stakeholders sem a intenção de espelhar de forma imparcial a realidade acessada pelos praticantes. A análise aponta para situações em que os funcionários que elaboram esses documentos parecem sofrer influência do discurso de stakeholders, os quais nem sempre possuem interesses convergentes entre si. Com isso, as escriturações contábeis oficiais daquelas organizações parecem perder a capacidade de espelhar a realidade acessada e traduzida por aqueles praticantes. Como consequência, a compilação de documentos com informações sistematicamente selecionadas pode construir hiper-realidades corporativas.


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