EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA APICULTURA FAMILIAR: GESTÃO  
CONTÁBIL, INCLUSÃO DIGITAL E SUSTENTABILIDADE1  
UNIVERSITY EXTENSION IN FAMILY BEEKEEPING: ACCOUNTING  
MANAGEMENT, DIGITAL INCLUSION, AND SUSTAINABILITY  
ANA LÉA MACOHON KLOSOWSKI  
Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)  
E-mail: alea@unicentro.br  
CIBELI BONETTI  
Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)  
E-mail: cibelibonetti1@hotmail.com  
LUIS GUSTAVO MICHELIN  
Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)  
E-mail: luisgustavomichelin@gmail.com  
FÁBIO IACIUK  
Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)  
E-mail: fabioiaciuk@gmail.com  
NADIA CARDOSO SEDORKO  
Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)  
E-mail: nadiasedorko@gmail.com  
RESUMO  
O objetivo deste trabalho é relatar as atividades do projeto de extensão “A extensão universitária na  
agricultura familiar: da gestão contábil à sustentabilidade” e suas experiências no associativismo  
apícola. Trata-se de um relato de experiência das ações realizadas entre outubro de 2024 e outubro  
de 2025. A equipe extensionista desenvolveu atividades de divulgação por meio de mídias sociais e  
rádio; organizou, participou e conduziu eventos nos quais foram compartilhadas informações  
relacionadas à conta de acesso ao portal Gov.br, ao uso de serviços públicos digitais, à emissão de  
notas fiscais eletrônicas e à gestão contábil e fiscal. Também foram realizadas ações em escolas do  
campo com alunos do ensino médio, além da produção de materiais explicativos sobre a Nota Fiscal  
do Produtor Rural (NFP-e), fluxo de caixa e gestão financeira. O público-alvo é a Associação  
Prudentopolitana de Apicultores e Meliponicultores (APAM). Os resultados demonstram que o  
projeto proporcionou a capacitação de 62 produtores associados e não associados, 135 alunos de  
graduação e 160 alunos de escolas estaduais do campo. Ao disseminar conhecimentos sobre  
ambientes digitais, proporcionar vivências práticas a profissionais e estudantes extensionistas e  
contribuir tanto para a formação profissional quanto para o incentivo ao uso de ferramentas digitais  
e de controles financeiros na atividade rural.  
Palavras-chave: Extensão universitária; Apicultura familiar; Gestão contábil; Inclusão digital;  
Sustentabilidade rural.  
1DOI: https://doi.org/10.5935/2763-9673.20250002  
Revista de Estudos em Organizações e Controladoria - REOC, ISSN 2763-9673, UNICENTRO, Irati-PR, v. 5, n. 1, p. 39-56,  
jan./jun., 2025.  
ABSTRACT  
The objective of this work is to report the activities of the extension project "University extension in  
family farming: from accounting management to sustainability" and its experiences in beekeeping  
associations. It is an experience report of the actions carried out between October 2024 and October  
2025. The extension team developed dissemination activities through social media and radio;  
organized, participated and conducted events in which information related to the access account to  
the Gov.br portal, the use of digital public services, the issuance of electronic invoices and accounting  
and tax management were shared. Actions were also carried out in rural schools with high school  
students, in addition to the production of explanatory materials on the Rural Producer Invoice (NFP-  
e), cash flow and financial management. The target audience is the Prudentopolitan Association of  
Beekeepers and Meliponiculturists (APAM). The results show that the project provided training to 62  
associated and non-associated producers, 135 undergraduate students and 160 students from rural  
state schools, by disseminating knowledge about digital environments, providing practical  
experiences to professionals and extension students, and contributing both to professional training  
and to encouraging the use of digital tools and financial controls in rural activity.  
Keywords: University extension; Family beekeeping; Accounting management; Digital inclusion;  
Rural sustainability.  
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Ana Léa Macohon Klosowski, Cibeli Bonetti, Luis Gustavo Michelin, Fábio Iaciuk e Nadia Cardoso Sedorko  
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1.  
INTRODUÇÃO  
A agricultura familiar ocupa posição estratégica no Brasil, sendo responsável  
por grande parte da produção de alimentos que abastece o mercado interno e  
proporciona, assim, a segurança alimentar (Breitenbach, 2018). Esse segmento  
caracteriza-se pela diversidade produtiva, vínculo com os territórios e preservação  
de práticas tradicionais, o que desempenha um papel essencial no equilíbrio entre  
aspectos sociais, culturais e econômicos do meio rural (Breitenbach, 2018). Em  
complemento, os dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia  
e Estatística, apontam que a agricultura familiar representa aproximadamente 77%  
dos estabelecimentos agropecuários do país, gera emprego e renda a milhões de  
pessoas (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2019), o que reforça  
sua relevância para o desenvolvimento econômico e social (Silva; Nunes, 2023).  
Nesse contexto, a apicultura familiar tem importância estratégica no cenário  
econômico, social e ecológico, ao unir geração de renda e preservação ambiental,  
promover a inclusão produtiva de agricultores familiares (Postelaro; Aquino;  
Ferrarezi Junior, 2021). As atividades de apicultura e meliponicultora, geram renda  
adicional às famílias e contribuem para a sustentabilidade por meio da polinização,  
que fortalece a biodiversidade e aumenta a produtividade agrícola. Trata-se de uma  
atividade lucrativa, mas ainda com desafios de organização e de responsabilidade  
socioambiental (Balbino; Binotto; Siqueira, 2015).  
Para tal, a extensão universitária surge como um importante instrumento de  
apoio e transformação. Apresenta-se como mecanismo de integração entre  
universidade e sociedade, promove troca de saberes e construção conjunta de  
soluções. Conforme estabelece a Resolução CNE/CES n.º 7/2018, trata-se de “um  
processo interdisciplinar e político-educacional que articula ensino, pesquisa e  
extensão de forma indissociável” (Brasil, 2018). No curso de Ciências Contábeis, a  
extensão permite que os acadêmicos apliquem conhecimentos técnicos em  
diversas situações, desenvolvendo habilidades profissionais e, ao mesmo tempo,  
colabora para a inclusão social e produtiva de agricultores familiares (Miguel, 2023).  
Assim, as ações do projeto de extensão descritas neste texto, desenvolvido  
junto à Associação Prudentopolitana de Apicultores e Meliponicultores (APAM),  
constitui-se em um espaço de diálogo e de cooperação.  
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Diante desse cenário, este artigo objetiva relatar as atividades do projeto de  
extensão “A extensão universitária na agricultura familiar: da gestão contábil à  
sustentabilidade” e suas experiências no associativismo apícola. O problema que  
fundamenta este estudo está relacionado aos desafios enfrentados pelos  
produtores rurais no que se refere à gestão contábil e fiscal, à adaptação ao sistema  
de emissão da Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e), às dificuldades de  
inclusão digital e à necessidade de fortalecimento da sustentabilidade rural. Apesar  
de o Governo do Paraná (2025) destacar benefícios como a redução de erros de  
escrituração e o incentivo ao uso de novas tecnologias, muitos agricultores ainda  
não tem condições ao acesso à internet, o que dificulta a adaptação às novas  
exigências tecnologia, que ocasiona a prorrogação frequente da NFP-e.  
2. REFERENCIAL TEÓRICO  
2.1 Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural  
A agricultura familiar é uma prática agrícola que utiliza predominantemente  
a mão de obra familiar, sendo essencial para a produção de alimentos e para a  
sustentabilidade socioeconômica no meio rural (Schneider; Almeida, 2015).  
Desempenha um papel importante na segurança alimentar, na conservação  
ambiental e na promoção do desenvolvimento rural sustentável, embora ainda  
enfrente desafios relacionados ao acesso a tecnologias e políticas públicas que  
possam fortalecer sua atuação (Schneider; Almeida, 2015).  
Entretanto, de acordo com o estudo de Santos e Wander (2024), a agricultura  
familiar no Brasil enfrenta desafios diante do avanço da modernização agrícola e  
do crescente predomínio do agronegócio. Tais como, a inserção dos pequenos  
produtores nas cadeias de valor ocorre de forma desproporcional, marcada pela  
dificuldade de acesso a crédito, mercados e assistência técnica, o que fragiliza sua  
permanência no campo. Essas situações evidenciam os limites de um modelo de  
modernização que reproduz desigualdades e reforça a exclusão produtiva (Santos;  
Wander, 2024).  
Dessa forma, o desenvolvimento rural vai além da simples produção  
agrícola, envolvendo também dimensões sociais, culturais e ambientais  
fundamentais para a sustentabilidade no campo. Aagricultura familiar contribui para  
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a segurança alimentar, a preservação da biodiversidade e o fortalecimento das  
economias locais. Nesse contexto, as políticas públicas devem ultrapassar a lógica  
do aumento da produtividade, promove a valorização das práticas tradicionais e da  
diversidade produtiva (Fonseca et al., 2022).  
2.2 Associativismo, Apicultura e Meliponicultura  
O associativismo na apicultura é uma estratégia fundamental para fortalecer  
a organização dos pequenos produtores, possibilitando a união de esforços para a  
comercialização, acesso a tecnologias e políticas públicas, além do fortalecimento  
da sustentabilidade econômica e social das comunidades rurais (Santos; Constam,  
2022).  
Nessa perspectiva, os autores Santos e Wander (2024) destacam que  
estratégias de cooperação como o associativismo e o cooperativismo, representam  
alternativas capazes de ampliar a capacidade de negociação, facilita o acesso a  
políticas públicas. Ao promover maior inserção socioeconômica, configuram-se  
como instrumentos para o fortalecimento da agricultura familiar e para a promoção  
de um desenvolvimento rural mais inclusivo (Santos; Wander, 2024).  
Dessa forma, Ribeiro et al. (2019) defendem que a apicultura e a  
meliponicultura desempenham um papel importante na agricultura familiar,  
especialmente no Brasil, onde essas atividades são comuns entre pequenos  
produtores. A apicultura, voltada para as abelhas europeias (Apis mellifera),  
encontra-se mais desenvolvida, enquanto a meliponicultura, que envolve a criação  
de abelhas nativas sem ferrão, ainda é pouco praticada, embora apresente valor  
ecológico significativo e potencial para a conservação ambiental (Ribeiro et al.,  
2019).  
A meliponicultora, conforme Cella, Amandio e Faita (2017), envolve a criação  
de abelhas indígenas sem ferrão, desempenha um papel fundamental na  
preservação da biodiversidade e na manutenção dos ecossistemas. Essas abelhas  
são polinizadoras essenciais de diversas plantas nativas brasileiras, contribui na  
conservação das espécies vegetais e para a sustentabilidade ambiental. Os autores  
complementam que o manejo racional dessas abelhas, que inclui técnicas  
específicas de aquisição, instalação de colônias e manutenção de ninhos,  
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possibilita a produção de mel, própolis, pólen e a venda de colônias, ampliando as  
fontes de renda dos pequenos produtores e valorizando os recursos ambientais  
locais.  
Embora menos difundida que a apicultura, a meliponicultura possui elevado  
valor ecológico e crescente potencial econômico para a agricultura familiar no  
Brasil. A criação racional de abelhas sem ferrão contribui para a conservação da  
biodiversidade e para os serviços de polinização, essenciais à reprodução das  
plantas nativas (Senar, 2018). Permite a diversificação da renda dos produtores por  
meio da produção de méis especiais, pólen, própolis, cerume e da venda de  
colônias, promovendo a sustentabilidade ambiental e econômica (Senar, 2018).  
2.3. Extensão Universitária e Curricularização  
A Resolução CNE/CES n.º 7/2018, estabelece que a Extensão na Educação  
Superior Brasileira é compreendida como uma atividade que se integra à matriz  
curricular e à organização da pesquisa. Caracteriza-se como um processo  
interdisciplinar, político-educacional, cultural, científico e tecnológico, promove a  
interação transformadora entre as instituições de ensino superior e os demais  
setores da sociedade. Através da produção e aplicação do conhecimento, sempre  
articulada com o ensino e a pesquisa, as atividades de extensão devem compor,  
no mínimo, 10% da carga horária curricular dos cursos de graduação e devem ser  
parte da matriz curricular (Brasil, 2018).  
De acordo com Imperatore (2019) as atividades extensionistas podem ser  
realizadas por meio de programas, projetos, cursos, oficinas, eventos e prestação  
de serviços. A organização na grade curricular exige clareza sobre a concepção de  
extensão que orienta o processo. Nesse sentido, é fundamental que a  
curricularização da extensão se apoie em fundamentos teóricos e históricos sólidos,  
garantindo sua real integração na formação dos estudantes e no fortalecimento do  
vínculo entre universidade e sociedade (Imperatore, 2019).  
2.4. Contabilidade Rural e Inclusão Digital  
A contabilidade rural é uma ferramenta essencial para o setor agropecuário  
brasileiro, pois oferece informações importantes para a gestão das propriedades  
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(Crepaldi, 2019). Apesar disso, muitos produtores ainda não valorizam as práticas  
modernas de gestão e a contabilidade, o que representa um desafio, uma vez que  
o planejamento contábil é fundamental para o controle da carga tributária do setor  
(Crepaldi, 2019).  
Segundo Carvalho e Bigeli (2024), a contabilidade rural é pouco utilizada em  
pequenas propriedades devido à falta de conhecimento técnico. Muitos produtores  
ainda recorrem a métodos tradicionais baseados na experiência própria. No  
entanto, a adoção de práticas contábeis pode ampliar o controle financeiro,  
melhorar a gestão e aumentar a competitividade das propriedades rurais (Carvalho;  
Bigeli, 2024). A inclusão digital no campo contribui para que agricultores tenham  
acesso a informações, ferramentas e serviços que facilitam a gestão da produção  
e o acesso a mercados. Com o uso da tecnologia, é possível realizar tomada de  
decisão relevante e fidedigna, ampliar a autonomia na gestão da propriedade e  
reduzir desigualdades entre o meio rural e urbano (Talaska, 2017).  
Conforme Bolzan e Löbler (2016), o sucesso da inclusão digital vai além do  
ensino de competências técnicas, envolvendo também a construção de vínculos  
afetivos e a socialização entre os participantes. Ambientes acolhedores,  
metodologias adequadas e estímulo à cooperação ajudam a superar barreiras  
cognitivas,  
motoras  
e
emocionais,  
promove  
aprendizado  
significativo,  
fortalecimento dos laços sociais e melhora da autoestima. Dessa forma, contribuem  
para a integração social, a ampliação das competências digitais e a participação  
mais ativa na sociedade (Bolzan; Löbler, 2016).  
3. METODOLOGIA  
A pesquisa caracteriza-se como um estudo descritivo, do tipo relato de  
experiência, com enfoque qualitativo, tendo como objetivo analisar as contribuições  
da extensão universitária para a agricultura familiar, especialmente no contexto da  
apicultura e meliponicultora, no período entre outubro de 2024 e setembro de 2025.  
Teve como público-alvo produtores associados à Associação Prudentopolitana de  
Apicultores e Meliponicultores (APAM). Ao todo o projeto proporcionou a  
capacitação de 62 produtores associados e não associados da Associação APAM,  
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também foram realizadas oficinas com 135 alunos de graduação e 160 alunos de  
escolas estaduais do campo.  
O estudo foi realizado no município de Prudentópolis, no estado do Paraná.  
O contexto envolve uma comunidade rural de agricultores familiares que enfrentam  
desafios relacionados à adaptação às exigências fiscais, utilização de ferramentas  
digitais, organização produtiva e valorização dos produtos apícolas, incluindo o Mel  
de Prudentópolis com Indicação Geográfica (IG). O projeto de extensão atuou como  
um espaço de aprendizagem e troca de conhecimentos, promoveu a aproximação  
entre universidade e produtores, fomentou o associativismo e fortaleceu a inclusão  
social e produtiva.  
Os procedimentos metodológicos foram organizados em três etapas:  
a)  
Oficinas sobre a Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e):  
realizadas oficinas voltadas à capacitação dos produtores sobre a obrigatoriedade  
da emissão da NFP-e, credenciamento, benefícios, formas de emissão por CPF e  
CNPJ e situações em que a nota fiscal deve ser emitida. O objetivo desta etapa foi  
fornecer aos produtores conhecimento teórico e prático, para proporcionar  
autonomia, segurança na gestão fiscal e redução de erros na escrituração contábil.  
b)  
Curso, palestras e rodas de conversa sobre planejamento contábil e  
fiscal: foram oferecidos encontros educativos sobre planejamento contábil, gestão  
da produção, análise de custos, políticas públicas voltadas à agricultura familiar,  
estratégias de comercialização e qualidade dos produtos. Apresentadas  
ferramentas digitais, como softwares livres de gestão financeira e contábil, planilhas  
eletrônicas e cartilhas, visando subsidiar a organização da produção, o controle  
financeiro e a sustentabilidade econômica das propriedades.  
c)  
Levantamento de referencial teórico e legislação para produção de  
materiais de apoio: realizado levantamento bibliográfico e documental, que envolve  
legislação, manuais técnicos e estudos científicos, a fim de elaborar materiais de  
apoio, como cartilhas, panfletos e planilhas eletrônicas. Esses materiais serviram  
para reforçar o aprendizado dos produtores, garantiu a aplicação prática dos  
conhecimentos adquiridos e promovendo a continuidade das práticas de gestão e  
sustentabilidade após a conclusão das atividades do projeto. A coleta de dados  
incluiu observação, entrevistas semiestruturadas e aplicação de questionários.  
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4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS  
As atividades do projeto de extensão foram desenvolvidas no período de  
outubro de 2024 e outubro de 2025, abrangendo capacitações, atendimentos  
individuais e coletivos, elaboração de propostas, participação em eventos e  
fortalecimento da parceria com a Associação Prudentopolitana de Apicultores e  
Meliponicultores (APAM). Essas ações evidenciaram a importância do diálogo entre  
universidade e comunidade, ao mesmo tempo em que revelaram os desafios  
enfrentados pelos produtores no processo de adaptação às novas exigências  
fiscais e tecnológicas. O Quadro 1 apresenta, de forma sintética, as principais  
atividades realizadas.  
Quadro 1 – Atividades realizadas no período de outubro de 2024 a outubro de 2025  
Mês  
Atividades  
Seleção e capacitação dos bolsistas; apresentação do projeto à APAM; visita ao  
Colégio Estadual Pe. José Orestes Preima.  
Outubro/24  
Capacitação com o SENAR; criação do Instagram do projeto  
(@extensaouniversitariaitaipu); participação no XVII EAEX.  
Novembro/24  
Dezembro/24  
Janeiro/25  
Novas capacitações com o SENAR; reuniões com a APAM sobre o Edital  
001/2024 (Itaipu e Caixa).  
Elaboração da proposta para o Edital 001/2024; levantamento de orçamentos;  
cadastro de produtores (CAF); atendimentos individuais.  
Organização do evento “Café com Mel”; entrevista na Rádio Esperança para  
divulgação do evento e do “Dia D” do IR.  
Fevereiro/25  
Março/25  
1º Café com Mel da APAM; participação em evento do CRC-PR; visita à Carreta  
da Inovação (SEI).  
Atendimentos sobre a NFP-e; participação evento do “Dia D” (Mãos que  
Incentivam); reunião de planejamento do evento “Abelhas: Perspectivas e  
Desafios”.  
Abril/25  
Apresentação do projeto na Câmara Municipal; conversa com a AASPRUD sobre  
futuras capacitações; participação seminário sobre mudanças climáticas  
(COP30).  
Maio/25  
Apresentação de resultados parciais à equipe da Itaipu Parquetec; planejamento  
do evento “Abelhas: Perspectivas e Desafios”.  
Junho/25  
Julho/25  
Agosto/25  
Realização do evento “Abelhas: Perspectivas e Desafios”.  
Realização de capacitações aos acadêmicos da UNICENTRO em Irati.  
Setembro/25  
Elaboração do plano/modelo de negócios para a APAM.  
Produção de artigos; participação EAX- XVIII; Mostra Interativa Paraná Faz  
Ciência; Evento Festival Iguassu Inova; elaboração de relatórios finais,  
apresentação de resultados.  
Outubro/2025  
Fonte: Dados da pesquisa (2025).  
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Em outubro de 2024, o projeto teve início com a seleção e capacitação dos  
bolsistas, apresentação oficial do projeto à APAM e uma visita institucional ao  
Colégio Estadual Pe. José Orestes Preima. Esse primeiro contato permitiu mapear  
as demandas dos apicultores e compreender o contexto local, alinhado à  
perspectiva de Souza Filho et al. (2011), que ressaltam que a adoção de inovações  
no meio rural está condicionada a fatores culturais e institucionais. Ao mesmo  
tempo, o engajamento inicial reforça a análise de Fonseca et al. (2022), segundo a  
qual o desenvolvimento rural deve considerar dimensões sociais e culturais, e não  
apenas técnicas, fortalecendo vínculos comunitários antes da implementação de  
mudanças.  
Em novembro de 2024, foram realizadas as primeiras capacitações em  
parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), com a presença  
de bolsistas e acadêmicos dos cursos de Ciências Contábeis e Administração.  
Essas formações tiveram como foco a emissão de (NFP-e) e aspectos básicos de  
gestão financeira, áreas que ainda representam grandes desafios para os  
agricultores familiares. A experiência, representada na Figura 1, mostra a  
capacitação conduzida pelos extensionistas em conjunto com técnico do SENAR,  
formação prática na inclusão digital dos produtores.  
Figura 1 – Capacitação sobre NFP-e com o auxílio de bolsistas e acadêmicos  
Fonte: Dados da pesquisa (2025).  
Conforme Bolzan e Löbler (2016), a inclusão não depende apenas de  
competências técnicas, mas de metodologias adaptadas ao contexto. Nesse mês  
também  
foi  
criada  
a
página  
oficial  
do  
projeto  
no  
Instagram  
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(@extensaouniversitariaitaipu), ampliando a comunicação com a comunidade e  
estimulando maior engajamento entre produtores e acadêmicos.  
Em dezembro de 2024, além da continuidade das capacitações, ocorreram  
reuniões estratégicas com a APAM para discutir a participação no Edital 001/2024,  
promovido pela Itaipu Binacional em parceria com a Caixa Econômica Federal.  
Esse diálogo fortaleceu a compreensão dos apicultores sobre a importância de  
acessar políticas públicas de fomento e abriu espaço para a elaboração de uma  
proposta de agroindústria sustentável. A Figura 2, retrata a interação entre  
acadêmicos, produtores e representantes institucionais, mostrando como a  
extensão universitária atua como elo entre diferentes atores sociais.  
Figura 2 – Reunião sobre o edital de seleção de propostas 001/2024 caixa  
Fonte: Dados da pesquisa (2025).  
Essa articulação está em consonância com Imperatore (2019), que enfatiza  
a extensão como processo de integração transformadora, e Miguel (2023), que vê  
na curricularização da extensão uma estratégia para consolidar a função social da  
universidade. Em janeiro de 2025, o projeto avançou com a elaboração da proposta  
para o Edital 001/2024, o levantamento de orçamentos, o cadastro de produtores  
no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e atendimentos individuais  
sobre obrigações fiscais. Essas atividades revelaram as dificuldades dos  
agricultores em estruturar registros formais e planejar a gestão de suas  
propriedades. O mês de fevereiro de 2025 foi marcado pela realização do evento  
“Café com Mel”, acompanhado de entrevistas em rádio para divulgação das ações  
e do “Dia D” do Imposto de Renda. O evento reuniu produtores e comunidade,  
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desenvolveu oficinas de fluxo de caixa e orientações fiscais, conforme divulgado na  
Figura 3, que mostra o folder e a oficina realizada durante o encontro.  
Figura 3 – Folder do evento café com mel da APAM 2025 e capacitação sobre fluxo de caixa aos  
produtores  
Fonte: Dados da pesquisa (2025).  
A experiência demonstrou a relevância de atividades participativas para  
superar a resistência inicial dos agricultores à adoção de novas práticas. Essa  
constatação reforça a análise de Balbino, Binotto e Siqueira (2015), que discutem  
os desafios da apicultura em incorporar práticas social e ambientalmente  
responsáveis, e de Postelaro, Aquino e Ferrarezi Junior (2021), que defendem o  
associativismo apícola como meio de fortalecimento socioeconômico e  
preservação ambiental.  
Em março de 2025, foi realizado o 1º Café com Mel da APAM, além da  
participação em evento do CRC-PR e da visita à Carreta da Inovação da SETI.  
Essa rede de cooperação é defendida por Silva e Nunes (2023), ao destacarem o  
papel das organizações coletivas para fortalecer a agricultura familiar, e por Santos  
e Wander (2024), que ressaltam que o acesso às cadeias de valor e às políticas  
públicas é condição indispensável para reduzir desigualdades no campo.  
Em abril de 2025, as ações concentraram-se nos atendimentos sobre a  
emissão da NFP-e, com oficinas práticas e encontros de orientação. Observou-se  
que, dos produtores capacitados, muitos ainda demonstravam resistência à adesão  
do sistema, em razão dos sucessivos adiamentos da obrigatoriedade, prorrogada  
para janeiro de 2026 (Governo do Paraná, 2025).  
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Em maio de 2025, o projeto foi apresentado na Câmara Municipal de  
Prudentópolis, em um movimento que reforçou o reconhecimento institucional e  
político das ações. No mesmo mês, houve diálogo com a AASPRUD sobre novas  
capacitações e participação em seminário da COP30 sobre mudanças climáticas,  
integrando o projeto a uma pauta global de sustentabilidade.  
Em junho e julho de 2025, o projeto apresentou resultados parciais à Itaipu  
Parquetec e houve a realização do evento “Abelhas: Perspectivas e Desafios”, que  
contou com 136 participantes de Prudentópolis e região. A Figura 4 mostra o folder  
e a participação da equipe, que se consolidou como espaço de discussão sobre  
inovação, sustentabilidade e valorização da apicultura. O grande número de  
participantes confirma a relevância da temática para a comunidade local e regional.  
Figura 4 – Folder do abelhas: perspectivas e desafios e participação da equipe do projeto no  
evento  
Fonte: Dados da pesquisa (2025).  
Esses resultados reforçam as análises de Ribeiro et al. (2019), ao  
destacarem o potencial econômico da apicultura e meliponicultura para  
diversificação da renda, e do Senar (2018), que evidenciam como o manejo racional  
das abelhas sem ferrão promove a sustentabilidade ambiental e gera benefícios  
econômicos para os produtores.  
Em agosto, a Figura 5 mostra a interação com acadêmicos do curso de  
Ciências Contábeis no campus da Unicentro em Irati, aplicação prática da NFP-e,  
preparando futuros profissionais para atuar junto à agricultura familiar.  
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Figura 5 – Capacitação de NFP-e para os alunos de ciências contábeis na Universidade da  
Unicentro em Irati  
Fonte: Dados da Pesquisa (2025).  
Em setembro, em parceria com a Incubadora de Negócios de Irati (INETI),  
houve elaboração de um modelo de negócios para a APAM (Figura 6), que  
representou uma etapa estratégica para fortalecer a visão de futuro da associação,  
conectando práticas administrativas modernas à realidade local.  
Figura 6 – Elaboração do plano/modelo de negócios para a APAM  
Fonte: Dados da pesquisa (2025).  
Essas ações corroboram a análise de Crepaldi (2019), que identifica a  
contabilidade rural como ferramenta essencial para a organização do setor, e de  
Carvalho e Bigeli (2024), que apontam a carência de conhecimento técnico como  
fator limitante da gestão em pequenas propriedades.  
Dessa forma finalizado o projeto no mês de outubro de 2025 com: i)  
produção de artigos científicos, que contribuíram para a sistematização e  
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disseminação do conhecimento gerado; ii) presença da equipe em eventos, como  
o EAEX – XVIII Encontro de Extensão, a Mostra Interativa Paraná Faz Ciência e o  
Festival Iguassu Inova, com visibilidade das ações e fortalecimento do vínculo entre  
universidade e sociedade; iii) elaboração de relatórios finais das atividades; iv)  
apresentação dos dados e das experiências  
vivenciadas durante o  
desenvolvimento do projeto, o que possibilitou a socialização dos aprendizados e  
o compartilhamento de boas práticas com outras instituições e públicos diversos.  
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS  
O objetivo deste trabalho é relatar as atividades do projeto de extensão “A  
extensão universitária na agricultura familiar: da gestão contábil à sustentabilidade”  
e suas experiências no associativismo apícola. Ao todo o projeto proporcionou a  
capacitação de 62 produtores associados e não associados da Associação APAM,  
também foram realizadas oficinas com 135 alunos de graduação e 160 alunos de  
escolas estaduais do campo.  
Embora existam desafios relacionados à adaptação tecnológica e às  
limitações de infraestrutura no campo, a cooperação entre universidade e  
comunidade pode gerar soluções práticas, inclusivas e sustentáveis. A capacitação  
sobre a emissão da NFP-e, a orientação em contabilidade rural e a valorização da  
apicultura e da meliponicultura mostraram-se instrumentos eficazes para promover  
a autonomia e o protagonismo dos agricultores familiares.  
Além dos impactos diretos sobre os produtores, destaca-se a contribuição  
pedagógica da extensão universitária na formação acadêmica dos estudantes de  
Ciências Contábeis, que tiveram a oportunidade de aplicar seus conhecimentos  
técnicos em situações reais, desenvolvendo competências profissionais e cidadãs.  
Conclui-se, portanto, que a extensão universitária, quando articulada à  
realidade local e às demandas específicas dos agricultores, constitui mecanismo  
de transformação social, econômica e ambiental. Os resultados alcançados  
reforçam a necessidade de continuidade e ampliação de projetos dessa natureza,  
capazes de fortalecer o associativismo, estimular práticas sustentáveis e contribuir  
para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com  
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especial destaque para a promoção do trabalho decente, da inovação no campo e  
da valorização do território.  
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jan./jun., 2025.  

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