<b>Infestação de cafeeiros por moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae): espécies associadas e parasitismo natural na região sudoeste da Bahia, Brasil</b>
DOI:
https://doi.org/10.5777/paet.v3i1.628Palavras-chave:
Ceratitis capitata, Anastrepha, Coffea arabica, Utetes anastrephae, análise faunísticaResumo
Moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae), principais pragas da fruticultura mundial, vêm assumindo importância em cafezais, pois determinam queda precoce de frutos, aumento da quantidade de café tipo bóia e perda da qualidade da bebida. A Região Sudoeste do Estado da Bahia abriga importantes pólos de fruticultura e cafeicultura, havendo lacunas de conhecimentos sobre a bioecologia de tefritídeos que possam subsidiar ações de manejo destas pragas. Este trabalho foi realizado com os objetivos de se conhecer índices de infestação de cafeeiros (Coffea arabica L.) por tefritídeos, espécies associadas e estrutura de suas comunidades, bem como parasitismo natural destas pragas em cultivos sombreado e a pleno sol na região cafeeira do Planalto de Vitória da Conquista, BA. O trabalho consistiu no levantamento de adultos com armadilhas McPhail em cultivos localizados em Barra do Choça (cultivar Catuaí Amarelo sombreado e a pleno sol) e Vitória da Conquista (cultivar Mundo Novo a pleno sol) e no monitoramento larval, por meio da coleta de frutos, nos cultivos já mencionados e em cafezais do município de Planalto (cultivares Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo a pleno sol) e Vitória da Conquista (Catuaí Amarelo a pleno sol). Os índices MAD variaram de 3,1 a 48,6 com captura de C. capitata e oito espécies de Anastrepha, sendo C. capitata mais abundante (90,42%), independentemente da cultivar e sistema de cultivo. Os índices médios de infestação variaram de 112,79 (Mundo Novo a pleno sol) a 168,89 pupários kg-1 de fruto (Catuaí Amarelo sombreado). Quatro tefritídeos foram associados ao cafeeiro: C. capitata, A. amita, A. distincta e A. fraterculus, sendo este o primeiro registro da associação A. amita e cafeeiro. Constatou-se a presença do parasitóide Utetes anastrephae (Viereck, 1913), determinando baixas taxas de parasitismo (2,13% a 4,40%).
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