PRECONCEITO LINGUÍSTICO E A LÍNGUA DE SINAIS

Marcio Jean Fialho de Sousa

Resumo


O aspecto mais importante em um processo de comunicação é a compreensão da mensagem transmitida. Nesse sentido, não importa a maneira como a mensagem foi veiculada, mas como ela foi recebida e processada pelos interlocutores. Mesmo diante desta constatação, ainda existe uma preocupação exagerada acerca do uso da língua a partir de seus parâmetros gramaticais. O problema em focar as regras gramaticais no ensino de línguas e a excessiva cobranças de professores para o uso destas é que esta estratégia, muitas vezes, causa constrangimento aos aprendizes mediante aos frequentes “erros” e também àquelas pessoas menos escolarizadas na sociedade, podendo vir a gerar o fenômeno social denominado por Marcos Bagno (2008) como preconceitolinguístico. Deste modo, o objetivo deste artigo é problematizar a variação linguística presente tanto na língua oral como visual, dando ênfase à Libras, a fim de demonstrar o quanto o preconceito linguístico pode ser uma das formas mais sutis e perversas da exclusão social.


Palavras-chave


Libras; preconceito linguístico; variação linguística

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