O PARADOXO DA LINGUAGEM SIMPLES NA BUSCA DE UMA COMUNICAÇÃO SEM FALHAS 1

Autores

Palavras-chave:

Políticas públicas, Interpretação, Ordem da língua, Organização da língua

Resumo

O artigo dedica-se a compreender a nomeação “linguagem simples” como um fato de linguagem que circula, no âmbito do juridismo, pressupondo uma técnica voltada ao ‘direito de entender’. O corpus da pesquisa volta-se à Lei n. 18.246/2022, que institui a Política Estadual de Linguagem Simples no Estado do Ceará, bem como ao seu respectivo anexo, um prolongamento explicativo da própria publicação oficial. Partindo dos ensinamentos contidos em Les Vérités de la Palice a respeito da constituição material do sentido e do modo como tal compreensão se desdobra ao longo do desenvolvimento da teoria materialista do discurso, em que pesem diferentes autores, a pesquisa procura demonstrar que a linguagem simples representa a dissimulação de um mecanismo de controle do Estado para que a interpretação não derive, considerando um imaginário de coincidência entre ordem e organização da língua, necessário aos efeitos de objetividade e transparência. 

Biografia do Autor

Taís da Silva Martins, Universidade Federal de Santa Maria

Departamento de Letras Clássicas e Linguística/Programa de Pós-Graduação em Letras/Tutora do PET Letras - Laboratório Corpus

Larissa Montagner Cervo, Universidade Federal de Santa Maria

Departamento de Letras Vernáculas/Programa de Pós-Graduação em Letras/Pró-Reitoria de Graduação

Downloads

Publicado

11-12-2025

Como Citar

Martins, T. da S., & Cervo, L. M. (2025). O PARADOXO DA LINGUAGEM SIMPLES NA BUSCA DE UMA COMUNICAÇÃO SEM FALHAS 1. Revista Interfaces, 16(3), 167–182. Recuperado de https://revistas.unicentro.br/index.php/revista_interfaces/article/view/8113

Edição

Seção

Artigos