Martin Heidegger e Hannah Arendt: O “si mesmo” e o limite do mal

Autores/as

  • Alexandre Guedes UFG

Palabras clave:

Si-mesmo. Consciência de si. Mal.

Resumen

Em Responsabilidade e julgamento, Hannah Arendt indica o “diálogo silencioso consigo mesmo” como sendo a atividade capaz de evitar que determinada pessoa assuma uma conduta má; algo que, segundo ela, faltou a Adolf Eichmann, um dos facilitadores do extermínio físico dos judeus durante o regime nazista. Mas em The Life of The Mind, Arendt diz que esse tipo de diálogo não alcança a pluralidade das ações humanas em uma comunidade, sendo incapaz de abarcar o outro como um “nós”. Além disso, em Concern With Politics in Recent European Philosophical Thought, a filósofa indica Martin Heidegger, que fora um ex-nazista, como o filósofo que pode nos ajudar a pensar melhor tal relação. Todavia, em sua obra capital, Ser e tempo, Heidegger constrói o entendimento do “si-mesmo” por meio da tonalidade afetiva da angústia, cuja falta de sentido do mundo seria uma de suas características principais. Isto comprometeria o entendimento do “si mesmo” como o limitador das ações más no mundo, antes mesmo de nos ajudar na compreensão da relação cotidiana interpessoal (nós). Pretendemos, portanto, abordar o conceito de “si-mesmo” em Heidegger e Arendt para compreender melhor a relação intersubjetiva no ambiente de uma comunidade política.

Publicado

24-09-2017

Número

Sección

Artigos