Relações entre a teoria da representação no Tractatus Logico-Philosophicus de Wittgenstein e a Raiz Quádrupla do Princípio de Razão Suficiente de Schopenhauer
Palabras clave:
Linguagem, Representação, Princípio de razão suficiente, Schopenhauer, Wittgenstein.Resumen
O presente artigo apresenta a possibilidade de uma interpretação do conceito de Representação presente no ‘Tractatus Logico-Philosophicus’ a partir do princípio de razão suficiente de Schopenhauer. Assim como Wittgenstein, o filósofo alemão busca através desse conceito esclarecer "problemas de má compreensão" e uso equivocado da linguagem no discurso filosófico da tradição que o precede, tal como a lógica da linguagem o faz, no interior do ‘Tractatus’, com o limite e as possibilidades de representação no "interior na língua" (whithin). Ambas as abordagens pressupõem um princípio transcendental, auto evidente e que estabeleça a condição da apreensão e representação do mundo. Limitando-se aos aspectos kantianos da filosofia de Schopenhauer é que se poderia afirmar a aproximação proposta. A relação de isomorfia entre linguagem (a linguagem como “Bild”, imagem ou espelho do mundo) e mundo pode ser melhor compreendida, pretende-se demonstrar ao final da pesquisa, a partir da relação entre o “princípio de razão suficiente do devir”, onde o mundo "se mostra" como atividade e determinação mútua entre objetos (estado de coisas), de forma imediata, uma manifestação da essência íntima do mundo (o místico), e o “princípio de razão suficiente do conhecer” como a esfera da linguagem, dos conceitos e dos juízos. As formas de apreensão do mundo direta e intuitiva para o sujeito e representada pela ciência através da linguagem devidamente "purificada" de equívocos e mal usos coloca os dois projetos filosóficos em uníssono.
Palavras-Chave: Linguagem; Representação; Princípio de razão suficiente; Schopenhauer; Wittgenstein.