Por uma Crítica ao Discurso Empresarial da Responsabilidade Social Corporativa: Distinções entre Obrigações e Engajamento Voluntário na Gestão da Petrobrás

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5935/2763-9673.20240007

Resumo

RESUMO Neste artigo argumentamos a necessidade de se refletir criticamente sobre o uso do termo Responsabilidade Social Corporativa e apontamos a razoabilidade da dissociação de ações de Responsividade Social Corporativa. Para ilustrar essa demanda, exploramos o caso do acidente da Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) no ano 2000. Essa refinaria pertence à Petrobras, empresa pública listada no ISE B3, portanto comprometida com a Responsabilidade Social. Partindo do pressuposto de que a linguagem em uso produz efeitos na sociedade, e considerando o prognóstico de colapso social e ambiental decorrente das atividades predatórias sustentadas pelas formas hegemônicas de gestão, analisamos os discursos dos relatórios de sustentabilidade emitidos entre 2001 e 2025. Concluímos que a imprecisão no uso do termo dificulta a compreensão das ações responsivas da empresa. Portanto, apontamos a necessidade de um avanço conceitual desses termos nos Estudos Organizacionais com vistas à promoção de mudanças sociais a partir desses novos recursos simbólicos.

Biografia do Autor

Vinicius Brasil Taborda, Universidade Positivo

Bacharel em Economia - Universidade Positivo (2019-2022)

Mestrado em Administração - Universidade Positivo (2023-2025)

Doutorado em Administração - Universidade Positivo (2025-atualmente)

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Publicado

04-03-2026

Como Citar

Brasil Taborda, V., & Alves de Lara, L. G. (2026). Por uma Crítica ao Discurso Empresarial da Responsabilidade Social Corporativa: Distinções entre Obrigações e Engajamento Voluntário na Gestão da Petrobrás. REOC - Revista De Estudos Em Organizações E Controladoria, 4(2), p. 06 – 24. https://doi.org/10.5935/2763-9673.20240007

Edição

Seção

Artigos