<b>Análise emergética de sistemas de produção de olerícolas sob manejo orgânico</b>

Autores

  • Enrique Ortega Rodrigues Unicamp
  • José Guilherme Marinho Guerra Embrapa Agrobiologia
  • Renato Linhares Assis Embrapa Agrobiologia
  • Raul Lucena Duarte Ribeiro UFRRJ

DOI:

https://doi.org/10.5777/paet.v3i3.868

Palavras-chave:

Sustentabilidade, análise emergética, olericultura orgânica

Resumo

A agricultura industrial depende do fluxo constante de recursos naturais não renováveis, principalmente de energia fóssil, que logo não serão capazes de atender a demanda crescente. A avaliação emergética quantifica a sustentabilidade dos sistemas de produção e seus indicadores são úteis para o planejamento dos agroecossistemas e de políticas públicas. O objetivo deste trabalho é revelar o diagnóstico emergético de cinco sistemas de produção de olerícolas sob manejo orgânico, sendo um sistema de produção e comercialização do tipo familiar-empresarial, em cadeia curta, e quatro sistemas de produção familiares cuja comercialização é realizada por meio de intermediários, em cadeias longas. A avaliação do desempenho emergético dos sistemas de produção observou as três etapas metodológicas recomendadas: (i) elaboração de diagrama sistêmico; (ii) construção da tabela de cálculo da emergia total; e, (iii) discussão dos indicadores emergéticos. A análise emergética indicou a emergia total (Y) variando de 1,72 a 6,24 E+17 seJ ha-1 ano-1; transformidade (Tr) de 6,72E+06 a 3,14E+07 seJ/J; alta renovabilidade (R% = 60 a 85%); taxa de intercâmbio (EER) de 1,93 até 12,09; e, índice de sustentabilidade (ESI) de 3,54 até 39,71. Isto é, os sistemas produtivos contribuem para o crescimento econômico, sem ocorrência de perturbação grave ao equilíbrio ambiental, no médio e longo prazo. A maior eficiência da transformação da energia na cadeia produtiva orgânica pode ser alcançada por meio do aumento da produção comercializada; porém, as estratégias de desenvolvimento dos sistemas de produção e comercialização devem restringir os investimentos em recursos não renováveis, para melhoria da sustentabilidade, no longo prazo.

Publicado

21-09-2011

Edição

Seção

Artigos