A destruição da origem: Uma reflexão sobre autoria na crônica 'Invenções'

Davi Gonçalves

Resumo


Este artigo propõe uma leitura da crônica “Invenções”, de Luís Fernando Veríssimo, publicada no O Estado de S. Paulo em 2017, à luz das reflexões teóricas de Roland Barthes, Michel Foucault e Jorge Luis Borges sobre a autoria e o estatuto da criação literária. A partir da figura de Fernando Pessoa e de seus heterônimos, a crônica encena o descentramento do sujeito criador e a autonomia das obras, inserindo-se em um horizonte teórico que problematiza a ideia de origem e de unidade da voz autoral. O texto de Veríssimo (2017) é discutido também em diálogo com as formulações de Gérard Genette, Antoine Compagnon e Maurice Blanchot, a fim de compreender como a literatura contemporânea transforma a noção de autoria em um campo de invenção e dispersão de sentidos.


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