A destruição da origem: Uma reflexão sobre autoria na crônica 'Invenções'

Autores

  • Davi Gonçalves Unicentro/I

Resumo

Este artigo propõe uma leitura da crônica “Invenções”, de Luís Fernando Veríssimo, publicada no O Estado de S. Paulo em 2017, à luz das reflexões teóricas de Roland Barthes, Michel Foucault e Jorge Luis Borges sobre a autoria e o estatuto da criação literária. A partir da figura de Fernando Pessoa e de seus heterônimos, a crônica encena o descentramento do sujeito criador e a autonomia das obras, inserindo-se em um horizonte teórico que problematiza a ideia de origem e de unidade da voz autoral. O texto de Veríssimo (2017) é discutido também em diálogo com as formulações de Gérard Genette, Antoine Compagnon e Maurice Blanchot, a fim de compreender como a literatura contemporânea transforma a noção de autoria em um campo de invenção e dispersão de sentidos.

Biografia do Autor

Davi Gonçalves, Unicentro/I

Possui Licenciatura em Letras Inglês e Literaturas Correspondentes pela Universidade Estadual de Maringá (2010); Bacharelado em Tradução em Língua Inglesa pela mesma instituição (2011); e Mestrado em Estudos Linguísticos e Literários em Língua Inglesa pela Universidade Federal de Santa Catarina (PPGI/2014). Atualmente é Doutorando na área de Teoria, Crítica e História da Tradução na mesma instituição (PGET/2016). Seus principais interesses estão voltados para os seguintes temas: Tradução Literária e/ou Literatura Traduzida, Literatura em Língua Inglesa, Literatura e Ecocrítica, Literatura e Resistência, Literatura Utópica e Diatópica, Crítica Literária Marxista, O Riso na Literatura, Literatura Canadense e Literatura Comparada.

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Publicado

29-04-2026

Como Citar

Gonçalves, D. (2026). A destruição da origem: Uma reflexão sobre autoria na crônica ’Invenções’. Revista Interfaces, 17(1), 12–21. Recuperado de https://revistas.unicentro.br/index.php/revista_interfaces/article/view/8077

Edição

Seção

Artigos