NADA SOBRE NÓS SEM NÓS: O LUGAR DE FALA E OS ATRAVESSAMENTOS DISCURSIVOS NA ENUNCIAÇÃO DOS SUJEITOS SURDOS

Autores

Palavras-chave:

lugar de fala, discurso, ideologia, deficiência, surdez

Resumo

Este artigo discute o reconhecimento do lugar de fala como condição política e epistemológica da enunciação, com foco no discurso das pessoas com deficiência, especialmente da comunidade surda. A partir das reflexões de Zoppi-Fontana (1999) e da ancoragem teórica na Análise do Discurso Materialista Franco-Brasileira a partir de Pêcheux (1969-1983) e Orlandi (1984-2009). O gesto de leitura aqui proposto busca analisar como o dizer é atravessado por relações de poder, silenciamento e legitimação. Defende que o “lugar de fala” se tece no e pelo discurso como espaço de disputa simbólica e ideológica, na e pela produção de resistência na qual se inscrevem sujeitos historicamente silenciados. O enunciado “Nada sobre nós sem nós”, apropriado pelos movimentos de pessoas com deficiência, inclusive pela comunidade surda, é analisado como um gesto discursivo de resistência que rompe com o ouvintismo e reinscreve o sujeito surdo como protagonista de sua própria enunciação.

Biografia do Autor

Raquel Maria Cardoso-Pedroso, Unisul

É docente e coordenadora de curso na UNIFEBE (Brusque). Tem graduação em Letras (Univali), Pedagogia (UniCesumar), Letras-Libras (UFSC); Mestra em Linguística (UFSC); doutoranda do PPGCL (Unisul).

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Publicado

29-04-2026

Como Citar

Cardoso-Pedroso, R. M., & Neckel, N. (2026). NADA SOBRE NÓS SEM NÓS: O LUGAR DE FALA E OS ATRAVESSAMENTOS DISCURSIVOS NA ENUNCIAÇÃO DOS SUJEITOS SURDOS. Revista Interfaces, 17(1), 213–223. Recuperado de https://revistas.unicentro.br/index.php/revista_interfaces/article/view/8216

Edição

Seção

Artigos