CORPO INSURGENTE

VIOLÊNCIA, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA EM “ARAMIDES FLORENÇA”, DE CONCEIÇÃO EVARISTO

Autores

  • Andressa Querino UNIOESTE

Resumo

A literatura latino-americana contemporânea de autoria feminina negra constitui espaço de denúncia e elaboração das violências produzidas pelo racismo e pelo patriarcado. Este artigo analisa as relações entre violência, memória e resistência no conto Aramides Florença, de Conceição Evaristo. O objetivo é compreender como o corpo feminino negro se configura como espaço de inscrição da violência e, simultaneamente, como território de memória e reconstrução subjetiva. A pesquisa é bibliográfica, qualitativa e interpretativa, com base em Lugones, Gonzalez, Orlandi, Jelin, hooks e Evaristo. A análise evidencia uma progressão de práticas de controle que culmina na violência sexual durante a amamentação. A sobrevivência, o vínculo com o filho e a narração do vivido, contudo, reposicionam Aramides como sujeito de sua história.

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Publicado

31-08-2026

Como Citar

Querino, A. (2026). CORPO INSURGENTE: VIOLÊNCIA, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA EM “ARAMIDES FLORENÇA”, DE CONCEIÇÃO EVARISTO. Revista Interfaces, 17(2), 125–135. Recuperado de https://revistas.unicentro.br/index.php/revista_interfaces/article/view/8274