“SEMPRE ESTIVEMOS AQUI”: MEMÓRIA E (RE)EXISTÊNCIA NO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE 2024

Autores

Palavras-chave:

Povos Indígenas, Direitos Originários, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

Resumo

O Acampamento Terra Livre (ATL), maior Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil, ocorre anualmente desde 2004, organizado pela APIB e outras entidades. Em 2024, completou 20 anos como espaço de resistência, articulação política e debate sobre demandas e direitos indígenas em todo o país. O evento busca pressionar o governo e sensibilizar a sociedade em temas como demarcação de terras, direitos humanos, proteção ambiental, saúde, educação e diversidade cultural. Este estudo, à luz da Análise de Discurso, analisa o lema do ATL 2024 “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui” articulando conceitos de produção de sentidos, memória discursiva e formação discursiva. A memória presente nesse discurso remete a práticas já em circulação, como a Constituição de 1988, a tese do marco temporal, a Lei 14.701/2023 e as vozes historicamente silenciadas, que integram o imaginário da resistência indígena na luta pelo território e pela preservação dos direitos originários.

Biografia do Autor

Herta Maria de Açucena do Nascimento Soeiro, Universidade Federal do Paraná

Doutoranda em Letras pela Universidade Federal do Paraná. Mestra em Letras pela Universidade Federal de Rondônia.

Milena Barros Tavares, Universidade Federal do Paraná

Mestranda em Letras pela Universidade Federal do Paraná

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Publicado

30-10-2025

Como Citar

Soeiro, H. M. de A. do N., & Tavares, M. B. (2025). “SEMPRE ESTIVEMOS AQUI”: MEMÓRIA E (RE)EXISTÊNCIA NO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE 2024. Revista Interfaces, 16(2), 46–56. Recuperado de https://revistas.unicentro.br/index.php/revista_interfaces/article/view/8027

Edição

Seção

Artigos